Arquivo de comboio

COMBOIOS A PONTOS

Posted in cycle of sighns with tags , , , , on 2 de Novembro de 2009 by Humberto

A petrolífera nacional propõe que troquemos os pontos obtidos com a compra dos seus produtos por bilhetes de comboio. Imaginem!

Uma empresa que vive de nos vender o produto que tantas guerras tem causado no mundo, que gere a economia e digere as nossas economias, quer que deixemos o carro em casa e tomemos o comboio?

Convenhamos que isso é um pouco estranho. Vejamos: temos o cartão cheio de pontos porque os acumulámos a encher e depósito do carro com combustível; vamos a um posto e trocamos os pontos por viagens de comboio; tomamos-lhe o gosto e continuamos a andar de comboio mesmo depois dos pontos acabarem.

Como é que lhes fica o negócio? Então mas eles não vivem de carregar-nos os cartões de pontos e de esvaziar-nos os bolsos de sonhos? Então mas as filas intermináveis a que se sujeita diariamente grande parte da população que ainda vai tendo emprego, não são o garante do negócio destes senhores?

Só falta daqui nada a GALP estar a investir em transportes suburbanos de qualidade, eficazes e eficientes, que consigam mover o pêndulo da massa humana a caminho do ganha-pão sem precisão da lata individual.

E com os pontos por junto conseguidos ao fim do ano no passe da CP, ainda nos oferecem uma bicicleta! Ele há coisas…

O REGRESSO

Posted in cycle to work with tags , , , , , , , on 6 de Agosto de 2009 by Humberto

Depois de um dia de trabalho, o regresso a casa é o momento em que, aos poucos, vamos desligando uns interruptores e ligando outros. De bicicleta é muito mais fácil desligar uns e muito melhor ligar outros. Experimentem!

Ontem a viagem de volta ao bem-bom, se bem que demasiado demorada, revelou como a marginal do rio Tejo merecia melhores acessos e mais visitas.

A ida para a SIC tinha sido de comboio desde Oeiras até Algés e a ideia era que o regresso fosse pelo mesmo caminho. Mas os planos são como os pneus, às vezes saem furados.

Entre acelerarmos a cadência para um comboio que já chiava dos travões  ou esperar pelo próximo, optámos por continuar a pedalar. E optámos bem!

O percurso de Algés a Carcavelos foi feito sob uma lua cheia de maresia. Quase sempre pela calçada, que o asfalto requer outro equipamento. A parceira ocasional não tinha capacete e as luzes cansaram-se de tanto tempo sem uso. Em alguns bocados fomos mesmo a passo. Desnecessariamente? Se calhar, mas quem tem uma bicicleta pode sempre desmontar e seguir a pé.

Chegados a Paço de Arcos seguimos pelo passeio marítimo, aqui já a par, à conversa, a desfrutar da companhia e de como é mesmo bom estar longe dos carros, dos seus motores e respectivos donos. A sede e a conversa convidaram a uma imperial fresquinha na nova marina de Oeiras, o problema foi a forte penalização para o controle do relógio.

Já li que o Verão tem sido bom para a SIC. Garanto que Agosto começou em grande!

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