Arquivo de Brejão

A BICICLETA QUE GOSTAVA DE SER LIVRO

Posted in cycle of sighns with tags , , , on 9 de Maio de 2011 by Humberto

A equipa do LX Sustentável resolveu candidatar pela segunda vez um texto publicado aqui ao Green Blog Award, o que, falsas modestas de lado, não deixa de me lisonjear.

Isto de encher com bits e bytes o que me sai pela ponta dos dedos por me atormentar as ideias enche-me a alma de incertezas sobre o real valor do tempo consumido.

Não que a causa o não justifique e se martirizar a existência precisasse de álibi, do tanto que há por fazer, fica-me sempre o engenho aquém, mas será que as palavras leva-as mesmo o vento ou ficam por aí a ressoar nas correntes de ar de algumas janelas entreabertas, a esgueirarem-se por portas sem trancas, a espreitar de dentro dos armários.

Apesar de realista por formação e pessimista por experiência sou militantemente optimista. É possível ter um pequeno mundo melhor à minha volta e que a bicicleta faz parte dele. Seio-o porque o mundo é cada vez melhor quanto mais bicicletas há à minha volta.

Aquando da primeira nomeação quis a vontade de quem votou comentando, que o prémio me viesse parar a ambas as caixas de correio, à do mail e à verdadeira, a do prédio. Prémio trocado por livros que foram parar a biblioteca da Associação Cultural e de Desenvolvimento Económico e Social de Brejão.

José Saramago foi o autor escolhido e dessa forma homenageado como homenageado é sempre quem o lê e dele partilha a arte.

Se a sua vontade caro leitor, for que desta vez o prémio tenha igual caminho, a promessa é que outro autor verá igual montante de livros seus acrescentados ao acervo da novel biblioteca do Brejão: Mário de Carvalho. Vá lá, leia todos e vote. Da minha parte obrigado por ter lido. A biblioteca alentejana agradecerá também.

LEVA LÁ A BICICLETA!

Posted in cycle of live with tags , , on 17 de Novembro de 2010 by Humberto

Obrigado pela preferência. Obrigado a todos os que comentaram com um voto no artigo deste blog. Especialmente aos que votaram sem ninguém lhes ter pedido… Ainda por cima porque foram a maioria! Afinal tenho menos amigos que achem que mereço cem euros do que julgava e em contrapartida há por aí muito mais gente benevolente com o que por aqui vou ajuntando de letras e bonecos.

A nomeação foi uma agradável e sincera surpresa especialmente porque, como já disse, tenho que a mobilidade é o parente pobre da família ambientalmente consciente e activa. Talvez e também porque é muito mais fácil deitar o lixo em baldes coloridos que deixar de sentar o rabo todas as manhãs no estofo quentinho do treme-treme do popó. Verdes ou mais maduros todos andamos de uns lugares a outros todos os dias e é nessa actividade que gastamos a maior parte das nossas energias, das fosseis e das outras. Senti que a nomeação já foi um prémio.

A verdade é que da nomeação ao prémio foi um salto de 17 votos e os cem euros do prémio têm agora de reverter para uma agremiação segundo o que ficou solenemente prometido aqui. Acontece porém que, apesar do número elevado de visitantes durante o período da votação, a caixa de comentários não recebeu qualquer sugestão, pelo que decidi democraticamente aumentar o acervo da biblioteca da Associação Cultural de Desenvolvimento Económico e Social de Brejão, bairro Alentejano da freguesia de São Teotónio no concelho de Odemira.

Celebrando-se este mês o octogésimo oitavo aniversário do nascimento do José Saramago, quer este blog associar-se às comemorações entregando à ACDES algumas das obras que o escritor nos deixou, uma das quais como tinha que ser, será “A Viagem do Elefante” que a par da outra viagem, a a Portugal são testemunhos da importância que tem a errância, id est a mobilidade, na vida e na obra do escritor.

A universalidade das letras ganham asas depois do Nobel. Saramago leva em mão própria e pelo mundo afora a nossa língua e por ela foi aceite como escritor desassossegado e pensador desassossegador. A sua pegada carbónica terá sido enorme, como enormes são as páginas escritas no grande livro da Cultura deste pequeno país. Permito-me agora a honra de levar páginas do José a uma terra à qual e aos poucos me vou adoptando.

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