Archive for the cycle of live Category

WITH MY OWN TWO WHEELS

Posted in cycle of live with tags on 22 de Outubro de 2011 by Humberto

Há sempre uma dose de fascínio nas máquinas. Por muito desinteressante que possamos achar a técnica, por mais afastados que consigamos viver dos tentáculos tecnológicos, as máquinas rodeiam-nos, satisfazem-nos, condicionam-nos. Mesmo contra a nossa vontade, as máquinas não nos são indiferentes.

Podemos avaliar as sociedades pela capacidade de produção e de utilização das máquinas. As guerras que devastam o mundo neste século XXI de todas as incertezas, fazem-se sobretudo pelo domínio sobre o petróleo. Petróleo essencial para fazer andar os motores das máquinas. É pelas máquinas que se faz a guerra mas a paz será um dia feita pelo homem. Para o Homem.

A importância da máquina bicicleta na história humana está suficientemente esmiuçada. Muitas são as páginas escritas que lhe fazem justa homenagem. Sabemos da importância que teve no desenvolvimento doutras máquinas e quantas lhe devem mesmo o aparecimento. A todo o mundo onde chegou a bicicleta, o poder transformador e libertador dos pedais deixou indelével marca. Maior prova disso é o ressurgimento da bicicleta onde tinha sido apagado o papel enquanto veículo de transporte. E esta é uma razão para ter esperança no futuro já que uma máquina perfeita só pode ajudar à construção dum mundo melhor.

Nas sociedades ditas desenvolvidas, onde as mais avançadas máquinas têm lugar preponderante, a bicicleta impõem-se a cada dia como alternativa válida na mobilidade urbana. Milhares de cidadãos ao pedalarem redesenham a realidade das suas cidades, num movimento impensável há uma década, desafiando primazias estabelecidas. Mesmo para quem a bicicleta não é solução individual, funcionará seguramente como exemplo inspirador para uma vida mais sustentável.

A bicicleta máquina e ferramenta é o que liga cinco pessoas em outros tantos lugares do planeta retratadas no documentário With My Own Two Wheels (Com As Minhas Duas Rodas), dando acesso à educação, à saúde, ao trabalho, ao transporte. Revolucionando as vidas desta cinco pessoas a bicicleta transforma também o mundo em redor, à cadência da pedalada.

Veja a apresentação abaixo mas não deixe de ver o filme completo.

MODÉSTIAS À PARTE

Posted in cycle of live with tags , on 26 de Setembro de 2011 by Humberto

foto FPCUB

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta decidiu reconhecer no cidadão eu contributos para a utilização da bicicleta junto dos colegas de profissão e como autor de textos de qualidade neste blog e no anterior que lhe deu origem, de boa memória sicbybikeday. Por tanto decidiu atribuir-me o Prémio Nacional de Mobilidade em Bicicleta na categoria de Cidadania na sua sexta edição. Aceitei o reconhecimento sem falsas modéstias e com a certeza de ser pelo reconhecimento dos bons exemplos que podemos contribuir também para a sua multiplicação. Particularmente porque fui par de outros galardoados de respeitáveis méritos na defesa da mobilidade em bicicleta.

Quase todos os presentes no auditório do Metropolitano de Lisboa partilham a paixão pelas bicicletas. Embora cada um a imagine com trajes diferentes, uns preferem vê-la de lycra e outros mais à moda, todos alimentam uma relação de fidelidade com uma máquina que continua a desempenhar papel importante na nossa mobilidade. Apesar das diferenças de utilização quase todos os presentes na sala convergem no muito que há por fazer em Portugal, nas nossas cidades, para incorporar a bicicleta como veículo de transporte de pleno direito. Mesmo não existindo unanimidade na comunidade ciclista quanto aos caminhos que devem ser trilhados, julgo não errar ao afirmar que coincidimos na direcção necessária: melhorar as condições e promover os chamados meios de transporte suave.

E digo quase todos os presentes porque quem usou o microfone, premiados e convidados, o único que revelou não ter uma, digamos, relação próxima com o velocípede de duas rodas a pedal, foi o representante do Secretário Estado dos Transportes, presidente da Autoridade Metropolitanos de Transportes de Lisboa, de sua graça Germano Farias Martins. Num palavreado coerente com o alheamento com que o Estado na sua forma governativa encara a mobilidade em bicicleta, o senhor proferiu uma série de lugares comuns e trivialidades onde não faltou – pasme-se! – a referência às míticas e tenebrosas colinas de Lisboa. Será que nuca mostraram a este senhor, ou a quem lhe enfia papéis dactilografados no bolso, o que academicamente já se provou a respeito das malfadadas colinas alfacinhas? Irra!…

Eu esperava, por puro lirismo bem sei, outro discurso do senhor. O presidente da AMTL teve uma boa oportunidade de fazer um brilharete. Defronte tinha dois presidentes de Câmara com obra feita, vários órgãos de informação, cidadãos que dão o seu  tempo em prole da causa, empresários e representantes de empresas activas na promoção da bicicleta, mas não foram suficiente inspiração, sequer incentivo, para umas palavras que apontassem um caminho, nem que fosse de cabras, um discurso eivado de ténue esperança, umas luzes, ainda que das velhinhas encandechentes, lançadas sobre o destino que o Estado tem para nos oferecer por horizonte, uma vaga ideia do projecto para o país que governa. Pelo contrário, lembrou “ao padre a missa” das dificuldadesinhas e sacou da sempre-a-jeito-crise que tão bem justifica o todo nada feito e o tanto eternamente por fazer.

Não iremos sair do buraco onde nos enfiaram a pedalar, estamos conversados em relação a isso, mas também não iremos ultrapassar as dificuldades ao volante dos obsoletos automóveis, mesmo que sejam topos de gama equipados com chauffer público nunca excedentário. Só com investimentos em transportes colectivos, públicos; sistemas de tarifários integrados; gestão efectiva dos espaços para estacionamento e restrições à circulação de veículos motorizados; valorização e incentivo de todas as alternativas ao automóvel individual, é que poderemos manter alguma esperança contra o fatalismo das autoridades, com a pequeno ou com A grande. E sobre isto parece nada pensar aquele que representa o tal Estado governativo.

A crise pode ser uma oportunidade para mudar e corrigir. Pode ser mas se nada fizermos será apenas mais uma oportunidade perdida. A promoção da bicicleta ajudará a indústria portuguesa do sector, que por acaso é a maior da Europa, financiará o comércio e dinamizará novos serviços, poupará combustível, promoverá hábitos de vida saudáveis e melhorará a qualidade de vida não só de quem pedala. Dará um pequeno mas não insignificante empurrão na economia. Para tal é necessária vontade política, audácia, ousadia, imaginação como a que têm revelado as autoridades por exemplo na Moita, em Vila Real de Santo António, em Peniche, em Águeda, em Almada. Do que não precisamos, nem temos sinceramente paciência, é para o discurso derrotado pelas dificuldades, especialmente de quem é pago para nos vir apresentar soluções.

O SORRISO DO GONÇALO

Posted in cycle of live with tags on 20 de Setembro de 2011 by Humberto

Há já bastante tempo que aqui não venho escrever nada. A principal razão é a efectiva e lamentável falta de tempo. A esta acrescem outras das quais releva a dúvida existencial sobre o valor não tanto do que para aqui vai sendo escrito mas para quem o lê. Mas os meus pensamentos sobre a simplicidade metafísica da bicicleta serão noutras núpcias derramados.

Entretanto fui, ou melhor, foi o Simplesmente Bicicleta desactivado pelo Big Brother Facebook sem apelo nem agravo. Nos meses em que me foi permitido o quebrar da regra que obriga a sermos uma personalidade individual, identificável, rastreável, responsabilizável, encontrável no mundo real para pertencer à comunidade virtual, foi uma experiência interessante que revelou a este ortodoxo ciclista o poder que a rede social (detesto este termo!) mais famosa do mundo conhecido, tem.

Revelou também o quão frágil somos nas mãos dos senhores por detrás dos cordelinhos que nos tentam manietar com promessas de amanhãs que cantam, dum mundo onde a democracia se mede pelo número de amigos de quem nem a cor dos olhos vemos. Bem, mas isto também é conversa para outras leituras.

Play by my rules or u’re done!

Adiante!

Um rapaz que já por aqui verteu um texto dos mais consultados (lidos?) do blog, enviou-me agora uma boa razão para sorrir. Para sorrirmos!

Com um forte abraço ao Gonçalo, aqui ficam as palavras dum pai babado:

“Hoje o sorriso do meu filho ficou mais aberto quando chegou à escola.

Finalmente os seus amigos estão a aderir à bicicleta, apesar do parque das mesmas ter sido colocado fora do recinto escolar pela diretora.

A bicicleta do Gonçalo durante anos esteve sem companhia naquele estacionamento.

Confesso que também me emocionei quando vi as bicicletas preencherem aquele espaço.

O Gonçalo desde os 3 anos que anda de bicicleta sem rodas de apoio.

Vai para a escola na sua bici desde os 4.

Neste momento tem 7 anos.

Um abraço,

Filipe”

PARABÉNS RUI COSTA!

Posted in cycle of live with tags , , on 9 de Julho de 2011 by Humberto

O ciclista português Rui Costa ganhou a oitava etapa da edição 98 da Volta à França.

Mais uma excelente razão para celebrar a bicicleta!

MÁQUINAS DE TRABALHO

Posted in cycle of live with tags , on 28 de Junho de 2011 by Humberto

De alguém que sabe muito bem o que diz chegou-me um pequeno texto e uma foto. Do texto dou-vos um excerto, a fotografia podem vê-la toda.

(…) observamos o que foram meios de transporte de muitos trabalhadores rurais que já partiram desta vida e por isso se sentem abandonadas à espera de outros destinos.(algumas na esperança de uma possível restauração para uma nova vida). Ainda tinham muito para dar cumprindo uma nobre função social de alivio nos sacrifícios de quem ainda hoje tenha que palmilhar muitos quilómetros.
(…)

A BICICLETA AO CENTRO

Posted in cycle of live with tags , , , , on 21 de Junho de 2011 by Humberto

As últimas semanas foram particularmente simpáticas para a notoriedade da causa das bicicletas. Podemos ler alguns artigos na imprensa onde, apesar de ainda subsistirem demasiados lugares comuns na abordagem, os jornalistas lá conseguiram olhar um pouco para além do primeiro plano, num processo continuo em que o próximo passo será dado quando conseguirem finalmente abordar a questão bicicleta inserida na problemática da mobilidade urbana. De realçar o texto sobre a realidade ciclista na Murtosa, Aveiro, que foi sem dúvida muito positivo para a causa da bicicleta como alternativa válida e efectiva.

Maio deu à bicicleta uma visibilidade televisiva para lá do normal. Mesmo ao ritmo da pedalada dos Queen e ainda que misturando o activismo militante com o comércio lucrativo a verdade é que se viram bicicletas no pequeno ecrã. Houve até um programa da tarde que convidou gente normal que anda de bicicleta de forma normal. Pena foi que a conversa não tenha sido normal e tenha infelizmente contribuído para a percepção DE que andar de bicicleta no dia-a-dia é uma excentricidade. Confirmou-se assim que a televisão é o mais ingrato dos meios de informação também para a bicicleta.

Houve um par de intervenções na rádio, uma delas a pretexto duma iniciativa de rua que mesmo tendo contado com o boicote efectivo do santo Pedro, teve um sucesso que excedeu largamente as expectativas da organização. Maio permitiu ainda uma muito participada Massa Crítica e duas proveitosas sessões de retratos. A blogoesfera continua bastante activa com a publicação dum grande número de artigos de qualidade e a Federação de Cicloturismo disponibilizou uma análise comparativa das propostas sobre a bicicleta dos Partidos concorrentes às eleições legislativas do passado dia 5 de Junho.

Aos poucos a bicicleta é assunto de interesse noticioso e cada vez mais presente, mesmo que as expectativas sejam altas, a verdade é que custa muito furar o entendimento, ou a falta dele, que os profissionais da comunicação têm sobre toda a problemática das ciclovias, segurança rodoviária, mobilidade sustentável, meios suaves e todas estas questões que nos são tão caras. Caras a nós, a mim e a si que aí desse lado lê estas palavras. Mas basta um idiota voltar a abrir a boca para bramir umas barbosices e a discussão passa logo para o acessório.

Podemos argumentar a favor ou contra a forma como a Sonae resolveu promover a produção agrícola nacional. Podemos até achar que a empresa de Belmiro poderia começar por tratar melhor os seus trabalhadores, nacionais ou não, mais ou menos frescos, mulheres, homens, grávidas… Podemos ainda discutir a qualidade musical do artista escolhido para abrilhantar a soirée. Podemos até achar que foi muita parra para meia dúzia de canteiros arrumadinhos e logo espezinhados pelos fãs do Toni. Mas alguém terá achado todo aquele asfalto coberto de paparoca uma imagem feia? Duvido!

Por cima da terra espalhada na avenida, misturada com os sons -e com outras coisas… dos animais expostos surgiu a voz do presidente do Automóvel Clube de Portugal. Para calar os seus habituais argumentos bastaria ter oferecido embrulhado em fresquinhas folhas de alface, o seu próprio silêncio aquando do fecho da Avenida de Liberdade, para que nela pudessem aceleraram carros de competição numa ação promocional da Renault. Ou lembrar que por estes dias, parte significativa de movimentadas artérias do Porto encerram totalmente para uns ricaços brincarem às corridas. Não fora os altifalantes da televisão e poderíamos repetir que urros de asno não chegam aos céus!

Entretanto parte do movimento ciclista lá se vai envolvendo em tentativas da descoberta da pólvora, em fóruns perenes de academismo mais ou menos encartado as mais das vezes, como ocorre amiúde, totalmente descentrado do que realmente deveria motivar: como levar aqueles que ainda não pedalam a pedalarem. É que nós, os que por aqui   andamos somos os convertidos. E os outros?

OS TEMPOS ESTÃO A MUDAR

Posted in cycle of live with tags , on 29 de Maio de 2011 by Humberto

Bob Dylan, Bicycle

Há tanto tempo por cá que já é o próprio tempo.

Feito e fazedor de sonhos rebeldes deixa-me sempre um pouco órfão quando as canções acabam.

Porque os ideias são o que quisermos deles fazer, de Dylan fiquei na ideia de já não querer nada.

Mas em querendo e as suas palavras dão balanço de sobra para não perdermos o equilíbrio.

És o maior, meu!

UM ALEMÃO À VOLTA DO MUNDO

Posted in cycle of live with tags , on 26 de Maio de 2011 by Humberto

Recebi uma mensagem de um amigo, um bom amigo ausente daqueles sempre presentes, que resolvi transformar em artigo do blog. E num convite para todos os que quiserem pedalar com este simpático alemão.

Ora vivam,

O padrinho da A. vai dar a volta ao mundo em bicicleta num ano, começando em Outubro de 2011.

O padrinho da A. é um grande amigo da família.

Por coincidência foi ele que me salvou de uma situação muito difícil há vários anos quando o meu SAAB morreu numa autoestrada da Alemanha e eu tinha uma crise de hérnia que me teve no hospital.

Ele e a família ajudaram-me muito, para além do imaginável. São gente realmente excepcional.

Devo-lhes muito e por isso quero fazer tudo o que seja possível para ajudar o Wolfgang.

Wolfgang é professor universitário de 64 anos e que se reforma este Verão. Mas não julguem que seja velho! Com 64 anos tem uma forma física impressionante.

Ele não anda de bicicleta; ele faz ciclismo a sério!

Na página web está o percurso todo e aqui abaixo a parte em Portugal:

18.10. Santiago de Compostela, Espanha – Ponte de Lima 150 km

19.10 Aveiro 165 km

20.10. Alenquer 210 km

21.10. Lisboa & Alcácer do Sal 175 km

22.10. Rosal de la Frontera, Espanha 150 km

É um daqueles projetos que realmente merece todo o apoio que lhe possamos dar e neste caso, não se trata de dinheiro. Ele pediu-nos o contacto de gente em Portugal que lhe possa dar apoio logístico.

Gostaria de pedir-vos que vão aqui e deixem os vossos contactos.

Podem divulgar também? (o senhor também procura patrocínios mas não para ele porque realmente não precisa, para dois projetos que acalenta em África e Ecuador)

Obrigado
A. J.

Para quem não domina a língua de Goethe e embora as versões em inglês e francês do site esteja com alguns problemas que acredito serão resolvidos brevemente, a informação disponível é bastante.

EU NÃO VOU AO DOLCE VITA TEJO

Posted in cycle of live with tags , , , , , , , on 10 de Maio de 2011 by Humberto

foto de LINK2GREENWAY

Vi este poster pela primeira vez na estação de Carcavelos, numa solarenga manhã de fim de semana, enquanto esperava pelo comboio que me havia de levar até Algés. A bicicleta de todos os dia, apoiada no descanso, ao notar o meu olhar fixo, atentou também no alvo da minha incredulidade. Pareceu-me que para tentar animar-me, lembrou-me que naquele espaço gigantesco ao menos existe uma não menos gigantesca loja de bicicletas, como que a dizer-me que compreenderia acaso eu lá quisesse ir, mesmo sabendo ela que são bicicletas doutro pedigree.

Absorto nas letras e números, quais coordenadas GPS, que nos indicam o caminho, levei algum tempo a perceber que o meu ar de náusea não tinha passado despercebido à minha fiel companheira, mas logo tratei de a confortar. Nunca lá irei! disse-lhe e acrescentei, Nada existe naquele lugar que me faça falta. Tudo o que ali está representado é a pura negação daquilo em que acredito, da razão que me leva a procurar viver da maneira que vivo.

Neste efémero cartaz publicitário também está o comércio de rua bem como todos os temas académicos sobre modelos de desenvolvimento urbano e social. Mas o que me chamou a atenção foram as indicações viárias para chegar a um lugar chamado doce vida que fica num buraco longe do rio que lhe dá o nome e em que nem há baleias! Toda a simbologia da coisa é incongruente. E aquilo foi tudo feito por gente inteligente, paga por gente rica, a mesma gente que anda a vender um futuro a um povo que tem a cabeça enterrada na areia. Areia do deserto em que isto se tornará se não dermos o salto para longe desta linha!

O comboio apagou da minha vista este borrão sujo e deprimente, levou-me ao destino de onde segui pedalando ao ritmo da verdadeira vida, doce como o rio que aos poucos vê regressar os saltos dos corvineiros brincalhões. Parei numa esplanada e pedi uma bica em chávena fria. A Trek sorria feliz.

HÁ SEMPRE UMA SOLUÇÃO

Posted in cycle of live with tags , , , , , , on 3 de Maio de 2011 by Humberto

A propósito dum artigo e da troca de opiniões que se seguiu, recebi o texto que abaixo transcrevo. A bicicleta é sempre a solução e a que foi encontrada pelo José é mais uma prova da importância que a indústria nacional de bicicletas poderia ter se dedicasse mais tempo a compreender a reais necessidades de quem quer fazer da bicicleta o meio de transporte. Seguramente que o retorno financeiro não seria a salvação para a situação económica portuguesa, mas que ajudava ao deficit comercial e fazia bem ao ego, não restam dúvidas.

O importante é termos a coragem de sair por aí a pedalar. Querem um empurrão? Sigam o exemplo do José e tomem balanço a descer por aqui.

Bom dia!

Começo por agradecer a excelente recomendação do Humberto (SimplyCommuting) no seu comentário ao meu anterior testemunho, que me permitiu descobrir o seu magnífico site sobre o uso da bicicleta e – principalmente – sugeriu o uso de uma bicicleta eléctrica.
Assim, depois de muito pesquisar, optei por comprar uma BH Offroad 650. Claro que não é uma coisa de cidade, que é o que precisava, mas transforma-se bem…
Mudei os pneus para os meus preferidos brancos e gordos Fat Frank (não há mais confortável para os empedrados de Lisboa), troquei o guiador btt por um Electra Old School, com punhos Brooks, e para completar o principal comprei em segunda mão, numa simpática loja de Lisboa, um B67 da Brooks.
Juntei umas mariquices mais ou menos fundamentais (campaínha, luzes, conta-quilómetros, cadeado, bomba, saco de cabedal) e ficou como na foto anexa.
A electricidade mudou tudo! Passei a fazer 16,7km de percurso no mesmo tempo em que antes fazia 9,3km. E com o mesmo esforço!… Em 45min faço Olivais – Restelo ao fim da tarde e no dia seguinte volto no mesmo percurso em 50min (são mais 5min pela subida desde a zona ribeirinha). A autonomia é suficiente (à justa) para ir e voltar, usando sem economia o apoio eléctrico.
Recomendo vivamente!…
Abraço,
José S C

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