O ESCULTOR E A ARTISTA


Emprestei a bicicleta a um bom amigo pintor escultor professor carpinteiro pedreiro e mais umas quantas coisas, para que me acompanhasse, e a outros bons muitas outras coisas, a uma caldeirada feita por gente boa.

A logística do transporte da criançada que não cabia no atrelado e dos adultos de guarda estava resolvida de forma a que o Pintor -que não cabe no atrelado- teria de ir a pedalar ou à pata. A escolha foi evidente e ala que a pedalar também se conversa!

A fome saciada -e de que maneira! a garganta afinada -ai o medronho! a barriga desarranjada -efeitos colaterais da gula! a mais pequena a pedir alimento, demos as costas uns aos outros e os uns subiram a caminho do monte enquanto os outros lá foram dar de banhar aos miúdos.

Ele há pessoas assim que plantam poemas por todo o lado e há outras que não os deixam escapar. O escultor pousou delicadamente a bicicleta num tufo de juncos para que da areia protegesse a delicada máquina. Matéria de função.

A sensibilidade da fotógrafa foi o elo célere e sempre atento, único, que uniu para sempre o gesto simples da criação pelo registo ao eterno da contemplação. A pairar por cima disto tudo uma bicicleta que um dia se vai transformar em quadro…

… mas disso se dará notícia por aqui quando do sul regressar doutra vez.

foto by C

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