DEVAGAR SE VAI AONDE?


Vinte milhas equivale a pouco mais de trinta quilómetros o que é a velocidade inscrita nalguns dos novos sinais limitadores de velocidade que vão aparecendo por Lisboa. Não sei se houve resultados eficazes na acalmia do trânsito nessas ruas, mas pelo que vejo quando por lá ando é que aumentou o número de condutores em infracção.

Embora não goste de quem usa militantemente a palavra “acho”, apetece-me emprega-la para dizer que acho que plantar mais sinais de trânsito nos já pouco estimados passeios seja suficiente para devolver a paz às nossas ruas. Tem sido muito desencantar a coragem política para multar quem não respeita as regras de estacionamento ou reduzir a largura da via nos cruzamentos e intersecções, bem como elevar as passadeiras. Consola saber que há muito tempo a cidade capital não tinha um vereador tão conhecedor da área que coordena como Fernando Nunes da Silva.

Será que o ex-Ministro da Administração Interna feito autarca alfacinha encontrou a raiz do problema da segurança rodoviária em Lisboa -e em Portugal em geral? Será que concordará que o problema maior é a maldita velocidade? Um certo dia, antes de ser ex- Ministro, um seu súbdito incumbido que estava de pronunciamentos oficiais, referiu em entrevista de forma oficiosa que não seria correcto as mais das vezes quando se diz excesso de velocidade sendo mais acertado inverter a ordem dos factores: velocidade excessiva. Digo eu que nesta equação o resultado é o mesmo.

Infelizmente esta coisa da realidade passar a vida a desmentir os discursos optimistas não é apenas evidente na cousa da economia e das finanças. Da mesma maneira que ainda não percebi como é que se conseguirmos manter o emprego, nos tirarem salário e nos obrigarem a pagar sempre mais por tudo, nos estão a ajudar, também não compreendo como é que se muda uma cidade de estrutura tão débil com uns quantos berloques de pechisbeque espalhados pelo mapa. Mas vocês que me lêem -bem aventurados sejam!- não sentem assim a ausência dum plano?

Mais que a sugestão presente no vídeo aqui partilhado, retenho as ideias da analise sobre alguns factos presentes também na nossa lusitana realidade. Não estão no vídeo, até porque não existem, soluções milagrosas quando o que há a fazer passa tanto por mudar mentalidades intoxicadas por anos a fio de inalação do fumo dos escapes,  mas o tempo, este grande escultor lá vai correndo deixando levíssimos sinais de erosão na paisagem. Falta de folgo para soprar, pergunto eu. E  ambição?

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