A RAINHA DA SELVA


Muito do que se escreve neste blog, e em muitos outros onde a bicicleta é rainha, é fruto dum interesse, direi, militante sobre o mundo à nossa volta. Vivemos, andamos, trabalhamos, partilhamos e queremos conhecer os caminhos por onde pedalamos. Somos pessoas interessadas nos problemas da nossa contemporaneidade. Mesmo quando divergimos na opinião, na análise que fazemos do presente, nas formas como antevemos o provir, temos um interesse, pelo menos declarado, comum. E temos sempre tanto a aprender, porque não há melhor maneira de carregar a mente com dúvidas do que esgravatar por respostas.

O nosso sentido crítico tempera os artigos publicados na blogosfera tentando que fiquem mais agradáveis ao paladar de quem nos lê. Creio acertar se sugerir que nada nos deixa mais realizados do que saber que a s modestas palavras e as simples ideias que animam estes espaços chegam a leitores ainda não evangelizados. Escrever para dentro, alertar quem já atento está, fe char o circulo não será bem a vocação dum blog que tenta piamente encher as nossas vidas de vontades múltiplas de pedalar, que almeja a conversão de indústria automóvel em fábricas de velocípedes. E isso nem seria coisa nova, sequer.

Celebra este ano o segundo centenário uma das mais emblemáticas marcas europeias. O fabricante francês de moinhos de café e de pimenta, de automóveis, utensílios de cozinha, ferramentas, lambretas, bicicletas com motor e sem motor Peugeot completa 200 anos. Milhares de pessoas espalhadas um pouco por todo o mundo trabalharam, construíram, desenvolveram, investigaram, venderam produtos que transportam um dos mais célebres leões. Muitas o continuam a fazer hoje e esperemos por muitos mais séculos. Muitas mais pessoas fazem desses produtos parte integrante do seu dia a dia, alguns deles têm o prazer de pedalar numa bicicleta Peugeot.

Quanto haverá dos diferentes produtos em cada um? O que tem um moinho de pimenta que ver com uma bicicleta ou uma batedeira com uma scooter ou um serrote com um automóvel? Quanto é que foi inventado e aproveitado, quantas ideias a Peugeot desenvolveu e nunca aproveitou, qual é a verdadeira importância da marca para o progresso da humanidade? E daqui a duzentos anos, onde haverá um leão com sotaque francês? Será um leão com os olhos em forma de bago de arroz? Esperemos pelos menos que no próximos duzentos anos a Peugeot contribua mais para a sobrevivência dos leões verdadeiros. E já agora -modéstia bem à parte, que quem escreve em blogs vá fazendo a sua parte.

Aqui fica um raminho de hortelã para temperar a sua próxima ida à loja de bicicletas do bairro.

 

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