SEREI CHIC? OU WHO CARES!


Este post vem como resposta a uma resposta a um comentário deixado por este vosso amigo no recém nacionalizado cicle chic. Por ser demasiado longo, preferi pô-lo aqui.


Não querendo problematizar a minha opinião sobre o senhor de Copenhaga, pois não passa disso mesmo: da minha opinião, permita-me, caro Miguel, que acrescente o seguinte.

Eu também acho que o trabalho do Mikael tem sido muito notório, já quanto aos resultados em todo o mundo, depende um bocado do que entendermos por resultados.

Acompanho os blog do senhor Colville desde muito cedo. Já contribui com algumas fotografias para o seu acervo e, como vê mesmo aqui à direita, existe a ligação para o copenhagenize.

Acompanho, como por certo também acompanhará, o trabalho de muitos outros blogs e especialistas em mobilidade urbana, transportes sustentáveis, arquitectura, e demais apaixonados pela bicicleta e do modo de vida que ela propõe, deste e do outro lado do Atlântico.

Saberá, como eu sei, que existe uma aposta institucional por parte das entidades dinamarquesas para fazer de Copenhaga a cidade mais ciclável do mundo. O trabalho do Mikael encaixa na perfeição nessa estratégia, sobretudo porque a capital da Dinamarca não está sozinha na corrida…

Na minha modesta opinião, que é menos entusiasta dos efeitos práticos que a vida do senhor Colville – em particular do CCC- tem na divulgação da bicicleta, que a opinião do Miguel, o cicle chic tem muito menor impacto no real que no virtual. É, isso sim, um lugar com, e repito, belas fotos de belas raparigas em cima de belas bicicletas. Ponto! Isso ajuda muita gente a olhar a bicicleta de outra maneira? Seguramente! Mas quando fala de massas, refere-se exactamente a quê?

Ando diariamente de bicicleta. Para o trabalho, para o mercado, para todo o lado, e vejo todos os dias muitas pessoas que também andam de bicicleta. Muitas usam roupas casuais, algumas até chinelos. Será que têm net em casa? Pensam sobre a bicicleta? São gente chic?

Conheço pessoas que vão da Parede para o aeroporto de bicicleta. Mais de 60km ida e volta! Concordará que é uma viagem, digamos, difícil para ir de sandálias. Claro que quando passam pelo Terreiro do Paço, com as suas roupas apropriadas ao percurso, se o Mikael as visse através da sua elegante objectiva, ignoraria-as enquanto objecto “cicle-chic”. Eventualmente até diria: “cruz-credo, que gente tão pirosa! que falta de estilo!” E no entanto…

É deste sectarismo que falo. E já o discuti com o senhor Colville, que me argumentou com a vocação mais glamorosa que do seu blog, não pretendendo abordar “questões fora de determinada estética” (sic). É legítimo!

Mas basta ler um dos últimos post que o Mikael escreveu, para a questão sobre inclusão ou exclusão ficar esclarecida. O ciclismo de estrada é um desporto nacional em Espanha, em Portugal, na Holanda, na Bélgica, em França, até na Dinamarca! e uma das grandes montras para promover a bicicleta. E um atleta é sempre alguém com muito estilo!

Numa realidade como a nossa, não faz sentido manter à margem uma população como aquela que já pedala, já tem bicicleta e muitas vezes só precisa dum empurrão. Um empurrão para a pôr a rolar para lá daquela volta a Monsanto ou ir ali a Santarém e voltar. Ostracizar todos os que pedalam por “desporto” e afunilar no gueto dos que se acham chic, creio não ser um bom trabalho em prol da promoção da bicicleta. É o Mikael que segrega quando escreve “Here’s the Vuelta a Espana for the rest of us” (o sublinhado é meu).

Acredito que as intenções do Miguel não sejam a transposição para paisagens da cidade de Lisboa, de pritty girls on old dutch bikes, até porque ao fim dum mês tinha esgotado os modelitos. Vejo Lisboa como uma cidade humanamente mais genuína que Copenhaga, com melhor clima e cerveja bem mais barata.

Numa sociedade cada vez mais mercantilizada, choca-me sempre que uma causa nobre -no caso, a bicicleta como meio de transporte sustentável-  é utilizada exactamente para promover o consumo.

Na vida, o lado estético é muito importante, mas não o podemos dissociar da questão prática e funcional. Eu sou dos que prefere uma mulher normal. Os modelos são para os homens sem imaginação.

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13 Respostas to “SEREI CHIC? OU WHO CARES!”

  1. Eu vejo o Lisboa Cycle Chic como uma forma de mostrar que se pode andar de roupa normal de bicicleta, não como um apelo ao consumo, aliás é um apelo ao não consumo de lycra, capacetes, joelheiras e caneleiras e outras protecções inúteis…
    Há muita gente que não anda de bicicleta porque acha que tem que se equipar como se fosse para uma corrida ou descida em downhill e o conceito cycle chic é apenas uma forma de desmistificar esse preconceito.
    Até se se reparar nas fotos vejo pessoas vestidas de imensas maneiras e de acordo com as mais variadas modas, não há uma necessidade de comprar nada que já não se tenha, apenas usar o que se tem no vestuário normal e não no cacifo do ginásio!

    • Nuno,
      o que escrevi não tem a ver como cada um de nós vê o blog do senhor da Dinamarca.

      O Copenhaga cycle chic nem sempre teve publicidade, agora tem. Tem publicidade a marcas de bicicletas, de roupa, de acessórios. Tem anúncios a produtos que se enquadram no que o autor do blog entende por chic. Apela ao consumo desses produtos.

      Porque é que o Nuno escreve que há muita gente que não anda de bicicleta porque acha que se tem de equipar com essas coisas todas? Existe algum estudo de mercado que diga isso? Há alguma relação entre a escassez de lycra no mercado mundial e o aumento da utilização da bicicleta? É que se existisse esse lado, seguramente também existiria o lado dos que iriam para o trabalho vestidos dessa maneira caricatural que descreve. E o Nuno já viu alguém de joelheiras a caminho do emprego?

      Nesse conceito de que fala, onde encaixaria as fotografias do chic lisboeta? A moça bonita numa bicicleta de montanha por Monsanto? O rapaz da downhill no desfile da MC?

      Claro que toda a gente sabe que pode pedalar de bicicleta com um par de chinelos e uma camiseta engraçada.Todos pedalamos quando fomos miúdos, todos os miúdos pedalam, e a maioria nunca comprou nada especial, para além da bicicleta. Não é preciso ninguém nos vir dizer isso, ainda para mais se também nos passar o tempo a moer a cabeça com o anti-capecetismo! Ainda estou para saber qual a etiqueta chic para as luvas…

      Não se atribua tantos méritos ao movimento chic porque na verdade os não tem. Continuo a dizer que é um movimento que tira partido do glamour nórdico, maioritariamente feminino, e cumprindo uma estratégia de marketing muito bem montada, tem tido imenso sucesso.

      O chic em Portugal, será assim como o sal e a pimenta num prato onde faltam os vegetais*, a carne**, o peixe† e a fruta◊. Ah, e a fibra‡!…

      * bicicleta protegida no código de estrada
      ** velocidade automóvel seriamente limitada dentro do espaço urbano
      † estacionamento automóvel dentro da legalidade
      ◊ incentivo ao transporte público
      ‡ requalificação do espaço público

      • Que o Copenhaghen Cycle Chic fazia anúncios ainda não sabia, mas que eu saiba a sic noticias também faz anúncios e ninguém põe em causa as notícias que dá – por exemplo ninguém questiona porque noticiam a abertura de um centro comercial e não a da padaria da minha rua, vá-se lá saber porquê…
        Quanto à questão concreta da roupa – se eu nunca tiver andado de mota, hei de observar quem anda e achar que se a maioria usa blusões de cabedal, luvas e capacete isso será indispensável para usar a mota em condições de segurança. Ora troca cabedal por lycra e mantém as luvas e o capacete e percebes porque a maior parte das pessoas não vai para o trabalho de bicicleta por achar que tem que usar roupa especial e ter um balneário no trabalho para mudar de roupa.
        Juntas a isso o facto de nos orgãos de comunicação social se repetir à exaustão que andar de bicicleta é fazer desporto, e percebe-se que as pessoas associem bicicleta a equipamento desportivo – a questão não é quantas pessoas vejo de joelheiras a ir para o trabalho, é quantas deixo de ver a ir de bicicleta porque acham que precisam de equipamento especial e que vão suar que nem uns porcos – eu apesar de subir e descer a alguns dos pontos mais altos de Lisboa todos os dias rarmente transpiro mais do que se fosse enlatado em 4m2 de habitáculo de uma lata com rodas!

      • Nuno,

        Em relação ao primeiro parágrafo do seu cometário, vou ter de lhe pedir para ler isto.

        Sobre o que o Nuno julgará ou julgaria necessário para andar de moto em segurança, não se me oferece acrescentar nada. Acho apenas a comparação desapropriada por uma miríade de razões…

        Apenas direi que se uma pessoa quiser tomar um banho quando chegar ao emprego, independentemente das roupas que levar vestidas, porque foi a pedalar, suou e quer ficar fresquinha, não creio que isso faça dela menos chic… ou faz?

        E se não chegassem os exemplos de “bons” preconceitos, o Nuno tem também o de achar que a CS apenas nos mostra a bicicleta na sua vertente mais desportiva.

        Se por um lado é felizmente verdade que eventos como o Il Giro, a Vuelta e o Le Tour têm no nosso país uma projecção mediática significativa, também é justo reconhecer-se que a bicicleta como meio de transporte tem ganho mais espaço. Particularmente quando sabemos o quão pela rama é tratado o tema da mobilidade.

        Continuo a não estar convencido de que a “maior parte das pessoas não vai para o trabalho de bicicleta por achar que tem que usar roupa especial” (sic) [sublinhado meu] nem percebi ainda onde vai o Nuno buscar essa convicção.

        Termino dando-lhe os parabéns pela excelente condição física que lhe permite encarar tão à vontade os desníveis alfacinhas. Mas permita-me que lhe diga que não devemos pensar o mundo à nossa imagem.

        Eu, depois de uns bons quilómetros, vou apreciando uma refrescante chuveirada à chegada ao trabalho, num balneário construído a pedido dos sic cycle commuters, mudo para umas roupas mais próprias à profissão e com elas vestidas, regresso a casa. Tudo por uma questão de conforto.

        Mas eu não devo ser chic. Serei um preconceituoso… porco?

    • Nuno, não sinto que o Mikael faça um apelo ao consumo, mas também não vamos ser ingénuos… Claro que o conceito do CCC ‘vende’ coisas (produtos, pessoas ou ideologias). São simplesmente diferentes das vendidas por outros. Não vende capacetes e afins mas vende separação e segregação com o mesmo fervor, não vende bicicletas de BTT mas vende bicicletas utilitárias de gama alta, não vende roupa para andar de bicicleta mas vende ‘roupa’ de qualquer modo (não pedalam nús por lá), vende Copenhaga como uma cidade icónica e influente, vende marketing & consultoria e, em última análise, vende-se a si mesmo (film maker, consultant, speaker, etc). E é apenas natural esse desenvolvimento, pois manter um Copenhagen Cycle Chic e um Copenhagenize dá muito trabalho e consome muito tempo que seria de outro modo devotado ao seu trabalho, à sua família ou a si mesmo.

  2. O que quiz dizer era em relação a qualquer orgão de comunicação social, seja Sic, TVI, RTP, Canal Panda – infelizmente hoje em dia tudo tem que ser suportado por venda de alguma coisa, tudo tem que ter um lucro, daí a necessidade de publicidade – se a compreendemos em orgãos de comunicação social, não me choca que o Copenhaghen Cycle Chic também o faça e não se coloque em causa a sua independência ou honestidade!
    Novamente quanto à questão da roupa, não quero proibir ninguém de andar como quiser, prefiro um ciclista vestido à árvore de Natal a um automobilista de fato Armani…
    Mas novamente é muito mais prático para um ciclista que use a bicicleta como meio de transporte usar roupa normal e não ter que andar com mudas de roupa de um lado para o outro – quando chega à hora de almoço se for de bicla volta outra vez a trocar de roupa e a tomar um duche? e se for lanchar fora ou a uma reunião a meio da tarde – mais um duche?
    Não emite CO2 mas gasta água que se farta….
    Quando ando por Amsterdão ou Copenhaga pergunto-me – será que o pessoal anda de roupa normal para o trabalho e muda de um fato ou vestido para outro depois de um banho quando lá chega?
    Na prática o conceito de cycle chic tem como resultado na minha opinião ganhar-se mais utilizadores de bicicleta, principalmente os que têm alguns preconceitos quanto a essa forma de mobilidade, por isso e como o efeito é positivo apoio o conceito.

    • Nuno,
      parece que já estamos a chegar a algum lado.

      O Mikael tem no blog uma boa fonte de receita e isso não lhe tira honestidade, mas relativiza um pouco o real interesse que ele terá numa determinada mensagem.

      Eu explico. Por exemplo, o jornal O Público não anuncia apenas produtos que estejam à venda nos supermercados Continente, ou aqueles que estejam relacionados com determinado estilo de vida.

      Além disso, os órgãos de CS têm um estatuto editorial e regem-se por uma carta de princípios, o Código Deontológico dos Jornalistas, que tem força de lei. Mais uma vez, não me parece uma boa comparação…

      Veja o último post do blog dinamarquês e percebe o que quero dizer. A rapariga de azul na primeira foto (fantástica figura, sem dúvida!) é capa de mais um post em que aparece uma marca de bicicletas que -hélas!- anuncia no blog.

      O Nuno já tentou fazer o exercício de imaginar que o que o Nuno acha que é mais prático para a maioria, pode não ser o mais prático para a maioria?

      Cada um sabe de si, não é o que se diz? Se alguém quiser andar com mudas de roupa a trás (eu ando e não me incomoda nada), ir lanchar a casa e tomar vários banhos por dia, qual é o problema? Conheço quem não vá de bicicleta trabalhar no Verão porque não tem onde se refrescar.

      Em relação à pergunta que faz sobre os hábitos dos habitantes de Amesterdão e Copenhaga, embora creia que comparar essas cidades com Lisboa é, no mínimo misturar alhos com bugalhos, bem sabe que a experiência de conviver ao alcance do sovaco com essa gente, deixa marcas…

      Miúdas giras a pedalar põem mais gente em cima de bicicletas? Fixe! Fotografias das ruas de Copenhaga servem para convencer os lisboetas irem de bicicleta ao Bairro Alto? Porreiro!

      Também acho piada ao blog ao ponto de ter contribuído com várias fotos, mas, repetindo o que disse no post, só acho que é sobrevalorizado nos resultados e muito preconceituoso na abordagem.

      • Ah os orgãos de comunicação social não condicionam a publicidade que é apresentada? Então porque é que a padaria do Sr. Joaquim da rua que faz pão mil vezes melhor e mais saudável que o do supermercado não aparece nos orgãos de comunicação social? E poruqe é que só aparecem anúncios a carros e notícias de auto-estradas e não de combóios ou da Órbita?

      • Nuno,

        este seu comentário é um pouco ao lado do que aqui nos troxe, certo?

        Existem dezenas de blogs onde encontrará matéria de sobra dedicada à discussão da CS.

        Este é um blog sobre bi-ci-cle-tas, mo-bi-li-da-de e outras coisas com muitos hífenes.

  3. Tem razão mas essa temática foi lançada por si com a questão dos anúncios no Cycle Chic….
    Por mim chic ou choc o que interessa é acabar com o domínio da nossa sociedade por discussões e investimentos em torno de algo que só nos tem empobrecido em todos os domínios – o automóvel!
    Seja chic ou choc de bicicleta, de autocarro, de combóio, electrico, patins em linha ou patineta, qualquer forma de mobilidade suave ou os transportes públicos é mais eficiente e promotora do desenvolvimento do país do que o automóvel particular, pelo menos com o modelo que tem sido seguido de aposta quase exclusiva nessa forma de (i)mobilidade.
    Para mim hoje em dia em vez do dia para ir de bicicleta é mais fácil marcar um dia para andar de carro, dado que esse é verdadeiramente o evento raro do meu dia a dia, comemora-se umas 10 vezes o ano inteiro…

    • Não Nuno, eu não lancei a discussão sobre a CS. Um blog não é um órgão de CS. Não tem o mesmo estatuto, não está sob a mesma carga ética e deontológica. Simplesmente não é a mesma coisa.

      Falei nos interesses comerciais que o conceito chic do Mikael incorpora e que, na minha opinião, estão patentes nas ligações a marcas presentes no seu blog.

      Volto a felicita-lo, desta vez por ser uma pessoa que não depende do carro. Isso é bom para si e para todos. Mas não deve encarar isso como uma competição. Para muitas pessoas, ter a oportunidade de fazer uma vez por mês algo que lhes dá prazer, já é muito bom.

  4. Miguel Barroso Says:

    Em relação à publicidade controlada, qualquer revista de moda ou afins (como a famosíssima Wallpaper) chegam a controlar não só os produtos que são anunciados, como a qualidade editorial dos anúncios. Fazem artigos com os produtos que consideram “fashion”… Imagino o que seriam essas revistas, se não obedecessem a um código deontológico.
    As revistas de automóveis, também têm uma linha editorial própria, e uma agenda comercial inequívoca… Se todos estes e mais alguns podem promover tendências (e ter retorno financeiro), porque raio um blog não pode promover uma tendência ciclística (e no caminho lucrar com isso)

    Mas respondendo ao post inicial, parece que não sou o único a discordar em relação ao impacto que o movimento Cycle Chic tem tido mundo fora: http://www.thedailybeast.com/blogs-and-stories/2010-09-04/innovative-women-lead-the-urban-bicycle-trend/full/

    • Miguel,
      não é minha intenção explicar ou sequer discutir as diferenças e características de diferentes tipos de publicações, géneros jornalísticos, informação e notícias e por aí fora.

      Nunca disse o que pode ou não pode um blog fazer, pois também não pretendo ser diácono na blogosfere, nem é essa a vocação deste blog. Apenas relativizei a importância que o fenómeno cycle chic tem a nível global e relacionei o “estilo” com interesses comerciais, na minha opinião, algo que foi acontecendo naturalmente, mas nem por isso deixa de ser assim. E isso é uma das razões pelas quais o Mikael é tão sectário e segregacionista no conteúdo publicado.

      O artigo que refere é bastante interessante. Obrigado, não o conhecia, mas não encontrei lá nada sobre o impacto do cycle chic

      Leio sobre infraestruturas urbanas adaptadas à bicicleta, mulheres preocupadas com o seu bem estar físico e mental, a popularização de “fashionable, retro commuter bikes“, sobra a importância de tornar o espaço público mais vivido por peões e ciclistas e o efeito ao transformar as ruas mais seguras. Tudo conceitos independentes do chic, mas que evitam muitos choques.

      Reconhecer que as bike commuters “são evidentes para quem olhar as ruas” e notar que “tendem a vestir à moda e a usar cores garridas” não é atribuir ao cycle chic nenhum papel nessa opção. Será até eventualmente o contrário. Porque não dizer que as mulheres quando optam por se fazer transportar de bicicleta, influenciam a moda?

      O que veio primeiro, a galinha ou o ovo?

      O blog para o qual o artigo remete, “The Sartorialist”, tem tanto de bicicleta como tem de qualquer outra coisa chic. A primeira fotografia que nos aparece de alguém em cima duma bicicleta, é de há duas semanas… e tirada na Toscana italiana.

      Da mesma forma que o Scott Schuman projecta uma atitude de um certo bom gosto no vestir (e os gostos não se discutem, quanto muito lamentam-se), o Mikael reflecte um estilo, um dos estilos presentes nas ruas da sua Copenhaga.

      Indiscutivelmente ambos os blogs têm bastante mérito e são um sucesso inquestionável, mas daí a defender que é graças às fotos do Scott que os nova-iorquinos passaram a andar mais a pé, vai uma grande pedalada…

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